Parasita - Considerações
Parasita - Considerações

 
 
Algumas considerações...
 
A pedra
Os bolsos se enchem de pedras e junto delas, risadas, preconceitos, olhares, que a depender das embalagens montadas pra viver, são decorados de uma banal sagacidade e de metáforas disponíveis pra suportar o que falta e o que dói.
Vidas miseráveis carcomem a oportunidade de ocupar os buracos que as separam da dignidade, amontoam-se em escombros e usurpam os sinais que as conectam com o mundo; vidas que tateam migalhas e mastigam sobras. 
A pedra mais pesada é aquela que não se pode largar, aquela que está junto ao corpo, aprofundando na identidades as origens de um lugar que só poderá ser preenchido de lodo, mofo e esgoto.
 
As escadas
Byung-Chul Han delineia uma sociedade em que os sujeitos perdem suas características de indivíduos e são conduzidos a se assumirem como projetos. Em Parasita os sujeitos são projetos falhos inacabados ou projetos de sujeitos ingenuos bem sucedidos. Todos eles querem uma luz para resignificar a existência, portanto, elaboram suas ações nas diferentes escadas que possuem, os passos emergem a riqueza e nos mesmos degraus levam os parasitas ao tombo que conduz para o porão-escuridão, ou melhor, ao inferno de suas vidas que afundam vagarosamente na água de uma chuva intermitente.
Quem está no topo da escada? Quem desce e quem sobe? Em cada uma das posições sociais a desgraça está em ser prisioneiro de uma classe e dos esteriótipos que as justificam. Não ter nada limita e o ter tudo complica.
 
O cheiro
O cheiro entrega a condição. 
O cheiro é um objeto.
O cheiro é a maneira mais simples da memória habitar o ser de lembranças.
O cheiro é motivo de risada e ao mesmo tempo de tristeza.
O cheiro causa pena.
O cheiro é normalizado pela condição daqueles que o tem.
O cheiro incomoda os indiferentes.
O cheiro é um pedido de socorro.
O cheiro é um ingresso para a morte.
O cheiro é roupa que incomoda.
O cheiro é um marcador social.
 
 
#parasita #filme #cinema #critica

 

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